[Resenha] A hospedeira, de Stephenie Meyer


A hospedeira. Que nome, hein? Em inglês, então, soa ainda mais... Exótico. Mas vamos à resenha, que explicarei melhor (ou assim espero).

Nosso planeta foi dominado por almas, seres bondosos, que se infiltram no nosso corpo, age como nós, mas nós, humanos, estamos em extinção (como os animais que no passado estiveram), correndo risco de morte. Poucos ainda existem. Muitos já foram "mortos", suas mentes deletadas, por assim dizer, e agora quem ocupa a Terra são esses seres delicados e completamente livres de maldade. Um belo dia, Peregrina, que ganhou esse nome pois já esteve em 7 ou 8 planetas (sem nunca realmente "criar raízes"), entra na Terra, no corpo de Melanie, uma revoltosa que foi morta, por assim dizer, em Chicago, fugindo dos Buscadores, os especializados em extinguir definitivamente com os humanos.

O que Peregrina não esperava é que Melanie ainda estivesse viva, com consciência e cheia de memória. Pior de tudo: conseguia bloquear partes de sua antiga vida, fazendo a vida de Peregrina mais difícil, com uma Buscadora estranha atrás dela. Finalmente, ela sucumbe ao desejo da mesma, aceitando trocar de corpo, por um mais fácil e maleável, mesmo que considere isso uma vergonha. Eis que, no meio da viagem, Mel a convence a procurar seu amado, Jared, e seu irmão mais novo, Jamie. E, de alguma forma estranha, Peregrina aceita (quase morrendo no deserto primeiro, claro). Quando finalmente os acha, descobre que há  muito, mas muito mais humanos do que seria imaginável! Ela é tratada com desprezo, medo, aversão, por todos, durante longo tempo, até que finalmente começa a prosperar (paro por aqui a história, o resto vocês descubram! :D).

Muita coisa - realmente - acontece depois que ela os encontra, só que eu simplesmente estragaria a história se for começar a contar. Então, fica assim mesmo. 

Eu gostei do livro, gostei mesmo, na minha opinião é completamente diferente de Crepúsculo, por isso nem venha com essa desculpa. Eu até achei melhor, mas, como não sou sequer fã de Crepúsculo, não posso dizer muita coisa. A escrita da Stephenie é boa e, graças a Deus, Peg é uma personagem bem melhor do que a Bella (sem ofensas), com mais atitude, mas, ao mesmo tempo, por ser uma alma, é muita boa, mesmo com aqueles que a tratam mal e que não a querem por lá. Uma das partes mais chatas é o começo, talvez por isso tantas pessoas tenham abandonado o livro. No entanto, eu não achei o começo tão ruim assim. Tá, não é a coisa mais legal do mundo, mas já li livros com começos bem mais entediantes.

Obs¹: desculpa se a resenha estiver meio estranha, é que comecei num dia e terminei noutro =).


Personagens favoritos: Peg, Melanie, Ian, Tio Jeb e Jamie (sim, são vários, mas cada um tem seu lugar).


Classificação:
Capa e design gráfico: 9,0
História: 9,5
Narrativa: 9,5
Personagens: 9,5
Final: 9,0
Nota geral: 9,3


Playlist:
Brand New You - Miranda Cosgrove;
Listen - Beyoncé;
Hope You Find It - Miley Cyrus;
New Perspective - Panic! At The Disco.


Quotes favoritos:


1: "- Em tantos milênios, os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente e quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está. Minha hospedeira amava o hospedeiro de Curt, e esse amor não morreu quando a propriedade das mentes mudou."
pág. 43

2: "'A maioria das convenções existe por alguma razão, Mel. Eu me sentiria uma pessoa má, como se estivesse tirando proveito. Você é muito jovem.'
'Ninguém mais é jovem hoje em dia. Qualquer um que tenha sobrevivido até aqui é um ancião.'
Um sorriso brota num canto da boca de Jared."
pág. 75

3: "'Você e eu não vamos nos perder um do outro', promete ele. 'Sempre vou encontrar você novamente.' Sendo Jared, ele não pode estar completamente sério por mais de uma ou duas batidas de seu coração. 'Não importa o quanto se esconda. Sou incomparável no esconde-esconde.'
'Você conta até dez para mim?'
'Sem olhar.'"
pág. 79

4: "- Nós vamos morrer - disse. Eu estava surpresa de que não houvesse medo em minha voz rascante. Tratava-se apenas de um fato como qualquer outro. O sol está quente. O deserto está seco. Nós vamos morrer."
pág. 105

5: "(...) Faria sentido se fosse há mais tempo. Deveria levar tempo até a gente se meter num atoleiro tão desastroso quanto o que estou agora."
pág. 129

6: "Este lugar era de fato o mais alto e o mais baixo de todos os mundos - os mais belos sentidos, as mais requintadas emoções... os desejos malévolos, os atos mais sombrios. Talvez tivesse de ser assim. Talvez sem os pontos baixos, os altos não pudessem ser alcançados."
pág. 129/130

7: "- Então, hoje não foi tão ruim - disse Jeb enquanto caminhávamos no corredor escuro.
- É, não foi tão ruim - murmurei. Afinal, eu não fora assassinada. Isso era um fator positivo, sempre."
pág. 213

8: "- Que maravilha - disse alguém bem baixinho. - Nós temos a droga de uma rainha mãe alienígena vivendo conosco. E a qualquer momento ela pode explodir em um milhão de novos companheirinhos."
pág. 316

9: "(...) - Você pensou?... Mas Melanie não é você. Eu nunca fiquei confuso.
Eu estava sorrindo no escuro então.
- E Jared não é você."
pág. 553

Autor(a): Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Ano: 2010 (original) / 2010 (Brasil)
Págs: 560
Nome original: The host
Coleção: -

Um comentário:

  1. Não gosto de ficção cientifica mas vi em algumas resenhas que este livro,meio que não ta tão na cara assim.

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