OI, cupcakes!
Finalmente saiu o resultado da promoção valendo Starters e O Espião. Se vocês vêm ao blog diariamente ou assinam o feed, viram que era pra sair ontem o resultado, mas minha internet estava uma droga e não pude editar o post já programado (sim, eu programo com bastante antecedência!). Então, desculpas pelo atraso e por essa pequena confusão.
Mas, sem mais delongas... Foram 572 entradas, um número bem alto. Me surpreendeu! Que bom ver que vocês estão curtindo as promoções aqui do blog.

EDIÇÃO: Foram 17 pessoas participando, gente!!!!

PARA DE ENROLAR, ISABELLA.

E o vencedor é...

Parabéns, Yassui!!!
Você ganhou os dois livros da promoção! Em breve estarei enviando um email pra você e você deve respondê-lo com suas informações em até 72 horas (até 03/03/13), ou serei obrigada a fazer outro sorteio.

E pra quem não ganhou... Em breve sai o resultado do TOP Comentaristas e, olha só, ainda tem promoção valendo dois livros super bacanas (O clã dos magos + Branca de neve e o caçador)!

Eu tinha boas expectativas com esse livro. Com a autora, num geral, porque desde que comecei a ler livros em inglês, sempre tive vontade de ler algo da Susane. Então, imagine minha felicidade ao saber que a Novo Conceito ia lançar um livro dela? Pois é. Claro que não era o que eu mais eu estava interessada, mas, mesmo assim, eu torcia para que fosse legal (SE PASSAVA EM NY!!).



“- Muitas pessoas comem cupcakes – digo.

- Não. Só as pessoas que são muito legais.” (pág. 207)



E... Que decepção. A história conta sobre a vida de Brooke, uma adolescente meio problemática, com pais separados e meio obsessiva por um colega, Scott. E, quando ela finalmente resolve conta-lo como ela se sente, descobre que ele está indo embora pra Nova York. Nova York, o mesmo lugar onde seu pai, com quem ela não fala há anos, mora. Sem pensar duas vezes, Brooke resolve seguir Scott até NY, munida de coragem, além da grande vontade que sempre teve de morar na cidade que nunca dorme.



“O que mais gosto no origami é que sempre tem alguma coisa nova. Você nunca consegue dominar tudo o que tem para aprender, quer seja uma criação mais difícil do a que acabou de fazer, quer seja uma completamente nova, na qual ninguém tinha pensado ainda. Você sempre pode fazer melhor do que antes.

Você sempre tem uma nova chance.” (pág. 33)



Viu? O plot não era dos melhores – eu não sou fã dessas histórias de protagonistas obsessivas por meninos – mas podia ter uma protagonista legal e se passava em um lugar incrível. Só que não foi assim que aconteceu. Brooke... Como começar a falar dela? Ela é um saco. Na verdade, ela é incrivelmente inteligente, mas, por causa de alguma rebeldia contra um inimigo invisível, ela não quer aproveitar seu potencial. Ela não VALORIZA sua inteligência. Já fica difícil gostar de uma protagonista assim, mas, além disso, ela é simplesmente... Irritante! Seu relacionamento com Scott, a maneira como ela sofreu por um canalha como ele, o modo que ele pensava e grande parte dos motivos que a fizeram mudar pra NY. Eles não foram bons. Não foram desenvolvidos de um jeito legal.



“(...) Papel achado é vida real. Vida real não está limitada por dimensões precisas. Ela se estende além das fronteiras, vem com falhas. As coisas nunca são fáceis, particularmente quando você espera que elas sejam. Como quando as pessoas o desapontam e se mostram inteiramente diferentes do que você achou que eram.

Às vezes, as pessoas podem ser muito destrutivas.”(pág 33)



Porém, esse livro também tem coisas boas – o amigo de Brooke, John, é uma peça rara. Ele é incrível, simplesmente. Tem um talento pra ver coisas que ninguém mais vê e, graças a Deus, ajuda a Brooke a crescer e mudar o comportamento chato dela. E me desculpe, uma parte dele pode até ser por causa de tudo que ela teve que vivenciar na sua vida, mas conheço gente que sofreu muitas outras coisas e, mesmo assim, não desiste, não se desvaloriza (porque é exatamente isso que ela faz quando não aceita seu próprio potencial!). Outra personagem bacana é a Sadie, uma das amigas que Brooke faz em NY. Ela é divertida, inteligente e toda certinha. Me identifiquei com ela e suas manias, acabei gostando dela bem mais que a própria protagonista.



“Goste de me identificar com a história que estou lendo, faz com que me sinta menos sozinha. Todos esses livros sobre pessoas muito felizes são tão cansativos! A vida real não é nem um pouco assim. Os melhores livros, os que me fazem ficar esperançosa, são aqueles em que os problemas das personagens são resolvidos realisticamente no final, e não convenientemente amarrados com um grande laço vermelho. Grandes laços vermelhos são uma enorme mentira.” (pág. 41 e 42)



Outra coisa que a Susane descreveu muito bem foi o próprio ambiente. Uma das coisas mais legais em Brooke é seu amor por NY e por origamis. Então, conforme Brooke passeava por NY, eu ia me apaixonando ainda mais por essa cidade, porque as descrições da Susane são mesmo muito boas – o que me dava forças para continuar a leitura, além do que, tenho certeza que as protagonistas dos outros livros dela não devem ser tão irritantes. Quanto aos origamis, é quase como a fuga que Brooke usa quando está triste ou deprimida. Achei tão interessante um hobby assim, ainda mais porque sou péssima nisso... Deve ser legal conseguir fazer tanta coisa com apenas um pedaço de papel.



“As pessoas destroem sua confiança e depois partem.

Você nunca consegue conhecer alguém completamente, não importa o quanto ache que conheça. As pessoas sempre omitirao partes de sua vida. Sempre haverá alguma verdade sobre elas que você nunca saberá.

Ou talvez, algum dia, você conheça a verdade que elas escondem e vai concluir que era melhor nunca ter descoberto.”(pág. 47)



Porém, uma coisa que eu desgostei: o final. Brooke bate tanto na tecla de que “o mundo não é um lugar perfeito e as coisas não são resolvidas magicamente” que é incrível a ironia que é o final: de repente, ela se toca de como esteve desperdiçando toda a sua inteligência com o nada. Isso é completamente raro de se acontecer, em minha opinião teria sido melhor mostrar um crescimento mais “lento” de Brooke. Foi muito em cima da hora e infelizmente, quando Brooke finalmente despertou na cidade que nunca dorme, foi rápido e irreal demais.



“John luta por mim, aconteça o que acontecer. Ele continua tentando derrubar as minhas paredes, nunca desiste de quem sou ou de quem eu poderia ser, não foge quando as coisas ficam complicadas. Mesmo quando John estava bravo comigo, não deixou que isso o impedisse de se importar comigo.” (pág. 219)



O livro me decepcionou, mas, mesmo assim, ainda tenho fé na autora. A Novo Conceito tá lançando outro livro dela, Esperando por você, e espero que esse seja bem melhor do que a minha primeira impressão com a Susane.


(Três estrelas - 7, 50)

Autor(a): Susana Colasanti
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012 (Brasil) - 2011 (original)
Páginas: 240 (Brasil) - 241 (original)
Nome original: So Much Closer
Coleção: -
 
Esse é  a versão brasileira do Book Blogger Hop que as garotas do Murphy's Library começaram! (a versão original é da Jennifer, do Crazy for Books). A ideia é conhecer um pouco mais sobre a blogosfera!
Como é? Bem simples: quem quiser postar o meme bota o selo do Book Blogger, responde a pergunta da semana e linka o seu post lá no Murphy's Library! Toda semana tem uma pergunta diferente.
As perguntas dessa semana são:
 
 1. Qual a melhor coisa que te aconteceu desde que você começou a blogar?
 
2. Qual seu vilão de livro favorito?

3. Qual foi o último livro que te fez virar a noite lendo?

4. Qual a primeira coisa que você faria se acordasse dentro de um de seus livros favoritos?

5. Escreva uma carta para seu personagem favorito. Debata, delire ou se derreta, mas faça de conta que ele(a) é real e diga o que quiser!

1. O melhor da blogosfera foram as pessoas que eu conheci, mesmo que a maioria seja só pela Internet mesmo (morar no interior dá nisso!). Acho incrível que todos nós, amantes dos livros, possamos nos unir pra falar sobre eles e, claro, surtar por eles <3 Sem contar que, com isso, fiquei muito mais antenada nas novidades literárias e, claro, os livros incríveis que existem por aí...

2. Voldemort, de Harry Potter, não podia faltar numa pergunta dessas! E o Presidente Snow, de Jogos Vorazes, também toca o terror em Panem - terror de  verdade, daquelas que faz você ter repulsa do personagem por ser tão cruel. Aposto que seriam bem amiguinhos esses dois (se não ficassem tentando se matar, claro).

3. Na época da pergunta, o último livro tinha sido Lola e o garoto da casa ao lado, da Stephanie Perkins e, vendo minha pila dos lidos, notei que continua sendo esse. O livro é uma graça mesmo, com personagens divertidos e cativantes (mas mesmo assim, ainda prefiro Anna. Mas eu te adoro, Stephanie!).

4. Bem, eu amaria acordar em Harry Potter. Mas ao mesmo tempo, ficaria desnorteada porque, pra começar, eu seria uma bruxa ou uma trouxa? Eu iria precisar, urgentemente, de um Hagrid para me ajudar a saber como as coisas funcionavam mesmo (afinal, uma coisa é ler, outra é vivenciar!). E se eu acordasse em Jogos Vorazes, outro livro que gosto muito, eu ficaria sem saber o que fazer. Afinal, imagina acordar numa sociedade daquelas??? #medo

5. (Desculpas adiantadas pela escrita! E pode ter mega spoilers de A culpa é das estrelas!)
 "Querido Augustus Waters
você, apesar de ter vivido brevemente, sem dúvida alguma ficou gravado na minha memória como um dos melhores personagens já criados. Sua inteligência e audácia, atualmente, são raras na medida certa. Muito, muito obrigada por ter feito a Hazel ter se sentido como alguém especial e mais obrigada ainda por existir. Você não será esquecido.
Isabella."

E vocês? Qual seu vilão favorito, ou o personagem para quem você escreveria uma carta? Já faz parte da blogosfera literária? Qual foi o último livro que te fez ficar up all night? Vale a pena entrar no mundo dele?

 

Depois do trágico fim de FMF #3, todos nós leitores estavam muito ansiosos pela conclusão da minha saga brasileira favorita. E não, a Paula não decepcionou!

Alguns anos se passaram desde que Fani partiu para Los Angeles para fazer faculdade de Cinema e Leo ficou no Brasil, após a enorme briga que tiveram, justamente após um dia tão incrível. A história começa com Fani no presente, nos reintroduzindo em como sua vida mudou, como ela mesma mudou e como cresceu. Achei muito legal, porque, além de termos a narrativa que eu tanto gosto da protagonista – as páginas voam! – também há cartinhas que ela escrevia a Leo, mesmo sabendo que ele nunca iria ler, era algo que ela mesma usava para conseguir em frente. E isso acabou virando um hábito, como um amigo imaginário.

Também vemos a visão inédita (!!!) dos acontecimentos por Leo. Ele também vai contando sobre a vida dele, além de nos esclarecer o que aconteceu nos anos em que ficou longe de Fani. Gostei da narrativa dele, e tenho que dar os meus parabéns a Paula, porque, apesar de ser um menino sentimental, em nenhum momento eu achei que o Leo estava muito afeminado ou simplesmente não parecendo um moço. Isso é importante de comentar, porque, assim como um autor contar a história de uma garota é complicado, o contrário também acontece.

ENTÃO. Fui bem calma até agora, mas agora que vocês já têm uma noção do livro, tenho que comentar: AMO ESSA SÉRIE!!!!! É algo tão lindo! Gente, eu comecei esse livro já com uma dor no coração, porque eu sabia que seria a última vez – provavelmente – que leria um livro dessa série. Ela é tão mágica, tão legal. O jeito que a Paula escreve é maravilhoso, mas o que deixa tudo isso ainda melhor são os personagens. Como não amá-los? Pra começar, a protagonista, que eu acho muito bem criada, porque eu sempre me identifico com a Fani, além de que, com ela, eu consigo ver um futuro mais legal para mim, eu tenho vontade de ir atrás dos meus sonhos assim como ela foi. Além dela, temos Leo, que apesar de eu achar incrivelmente ciumento, é impossível não gostar muito dele também. Ele é tão fofo! Mas todos os personagens num geral têm essa aura linda que gera empatia. Eu amo as melhores amigas da Fani, gosto até mesmo dos animais de estimação.

Esse livro é um dos melhores da série, se não o melhor. Fechou uma saga incrível com chave de ouro, me fez sentir alegria, tristeza, raiva, tudo o que eu podia. E é por isso que eu digo que a escrita da Paula é tão boa: porque a gente se conecta com o livro. E é impossível não torcer pelos personagens! Aliás, depois de ler esse livro, eu tive vontade de comprar uma passagem pra L.A. e me mudar pra lá, porque... GENTE, deve ser um lugar tão lindo! E a descrições da Fani me fizeram me apaixonar por um lugar que eu nunca fui (assim como aconteceu no segundo livro, passado em Londres, devo salientar).

Um último comentário: vou sentir muitas saudades dessa galera! A Paula não fechou totalmente todas as pontas, então isso me deixa um pouco aliviada, afinal, ainda temos a outra série, Minha vida fora de série. E a capa? LINDA! Gosto quando uma capa tem a ver com a história, mesmo, e todas as dessa série têm isso – além de serem belíssimas. Eu tenho orgulho de ter um livro tão bom e tão nacional na minha estante.

P.S.: SE VOCÊS ainda não estão curiosos com a série, bem... Esses livros são muito bons e se passam em lugares incríveis. Leia!

P.S. 2: As músicas que têm nesse livro são ótimas. Vou destacar Not Over You, do Gavin Degraw, porque acho que ela tem tudo a ver com a história, além do que, esse livro me fez ficar apaixonada por essa música por semanas.

P.S. 3: Podem parecer muitas páginas, mas não senti enrolada em nenhum momento. Realmente, tinha muita coisa pra contar, e fico feliz que elas foram contadas de um jeito bom e sem ser corrido.

+ Favorito!
(5 estrelas - 10,0)

Autor(a): Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Ano: 2012 (Brasil)
Páginas: 608 (Brasil)
Nome original: -
Coleção: Fazendo meu Filme, #4 
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Três mulheres. Três vidas completamente diferentes. Uma delicada conexão.

Viva para contar é um livro diferente, um suspense diferente. Ele começa nos contando a vida de três mulheres, D. D. Warren, uma policial sarcástica, meio mal-humorada e sem sorte com homens; Danielle, uma enfermeira que há muitos anos atrás, teve toda a sua família assassinada pelo próprio pai e, desde então, tenta recolher os pedaços. Ela trabalha num clínica de psiquiatria infantil, enfrentando situações difíceis todos os dias. E, por fim, Victoria, uma mãe dedicada, boa e atenciosa. E o suspense começa quando uma família é novamente assassinada por completo, lembrando a polícia do caso de anos atrás, de Danielle.

“É meio parecido com uma contagem regressiva, exceto pelo fato de que você nunca chega ao fim. Cada dia é tão ruim quanto o anterior. Você simplesmente começa a aceitar que a vida é assim mesmo, ruim de uma forma geral.” (pág. 8)

 O suspense é muito bem contado, cheio de reviravoltas, suspeitos que na verdade não possuem culpa e crianças que, apesar de tão pequenas, já são problemáticas. Lisa escolheu um assunto muito difícil de escrever, crianças psicóticas. É tão difícil falar disso porque na verdade nem os próprios médicos sabem ao certo por que isso acontece. Por que uma criança é tão adorável e fofa num momento e, no seguinte, está com uma faca perseguindo a mãe pela faca, ameaçando mata-la? Ninguém entende ao certo. Me arrepiei lendo esse livro porque era algo tão... Duro, mas verdadeiro. Eu simplesmente ficava sofrendo, tanto pela família, quanto pela criança. Victoria, que é mãe de uma dessas crianças, Evan, nos mantém ligados a como é a vida de uma pessoa nessas condições. E é algo sofrível, que ninguém deveria passar. Ninguém. Principalmente uma mãe tão amável quanto a Victoria.

 Danielle também é um grande enigma, até mesmo para si. “Por que meu pai não me matou?” é a grande pergunta da sua vida e, por mais que finja ser normal, em alguns momentos é impossível não voltar a esses pensamentos. Ela tenta ser alguém comum, mas está marcada para sempre. Eu gostei dela, mesmo assim, mesmo sendo alguém tão fora da minha realidade. E temos por fim, nossa protagonista, D. D. Warren. Curiosamente, foi a que menos gostei. Eu a achei meio arrogante, metida a besta... Não foi com a minha cara. Claro que não há dúvida que ela deve ser muito boa como policial, mas, sendo que a série é dela, isso foi um pouco decepcionante, essa falta de empatia pela protagonista.

“- Dificuldade para resolver problemas de maneira satisfatória. Essa é a definição de um assassino. Um homem quer o divórcio, mas não quer perder metade de seu patrimônio. Assim, ele decide matar a esposa. Ele precisava matá-la? Haveria outras opções que poderiam resultar no fim do seu casamento e na preservação da sua conta bancária? É claro que sim. Mas assassinos não conseguem enxergar outras opções. É por isso que são assassinos.” (pág. 472)

 Num geral, o livro é muito bom. A narração vai variando entre as três mulheres, o que é muito bom, pois com isso entramos nos três mundos – que são tão diferentes! Os que mais gostei foram o da Victoria e da Danielle, apesar que era legal ver as cenas dos crimes que D. D. era responsável. Tem até um pouco de romance no livro (que achei regular, nada de mais) e uns comentários sarcásticos da D. D. que me fizeram ter mais fé nela como protagonista, porque penso que, em outras situações, ela deve ser mais legal.

Esse livro me surpreendeu muito, justamente por eu não saber ao certo o assunto que ele iria falar. Mas o modo de escrever da Lisa é bom, porque eu realmente fiquei curiosa em saber quem era o assassino (gostei da resolução, mas só fui desconfiar dessa pessoa bem perto da descoberta #soulerda) e, uma das coisas que mais amo, eu gostava de ler o livro. Então, pra quem curte um bom suspense, Viva para contar não vai te deixar na mão.
 

(Quatro estrelas - 9,0)


Autor(a): Lisa Garden
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012 (Brasil) - 2010 (Original)
Páginas: 479 (Brasil) - 400 (Original)
Nome original: Live to Tell
Coleção: Detetive D. D. Warren, #4








 
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Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui!

♥ Leitura do Momento:
Nada atualmente, mas vou começar Charlotte Street (Danny Wallace) ainda hoje.


 Li Essa Semana:
- Cuco, de Julia Crouch.
- Between the Lines, de Jodi Picoult e Samantha van Leer.


Um livro nacional! E chick-lit! Tem coisa melhor? Eu acho que não. Apesar de achar que a sinopse revelava coisas demais e deixava o final do livro meio óbvio, fiquei animada, afinal a Fernanda Saads é uma autora que eu já tinha ouvido alguns elogios, principalmente sobre o outro livro dela.

“Nas minhas fantasias mais malucas eu estou no meu melhor dia, com os cabelos esvoaçantes e a pele bronzeada, vestindo uma roupa bem bacana, passeando pela rua, quando dou de cara com meu ex-namorado.

Ele está meio estropiado. Não, ele está bem e tudo o mais e, quando me vê, pimba! Percebe que terminar comigo foi o maior erro da sua vida (...)

Não que eu goste dele, nem nada. Ao contrário, eu o detesto. Por tudo o que ele me fez e, especialmente por como ele me fez sentir por alguns dias. Mentira. Foram alguns anos.
(...) Eu nem gosto mais dele, obviamente. Mas nunca, nunca mesmo, deixo de pensar em como seria doce me vingar.” (pág. 5)

Sarah é uma arquiteta “iniciante”, nada glamorosa e que trabalha num escritório junto com o seu melhor amigo, Igor (Gente, só que eu queria que esses caras como o Igor existissem em maior quantidade? Tô precisando de um melhor amigo, sei lá). A Sarah é uma jovem normal, começando a carreira, mas ainda está se recuperando do grande baque que foi perder o ex-namorado que amava tanto, Bruno. E quem sempre estava lá por ela nisso tudo? O Igor, claro. Porém, aos poucos, ela se recupera disso e, quando finalmente pensa que isso está acabado para ela, descobre que um dos novos clientes é ninguém menos que seu ex.

Isso bagunça toda a sua vida e seus planos. Todo mundo (leia-se aqui que foi praticamente só o Igor, mas mesmo assim) a avisa pra tomar cuidado e não cair na mesma armadilha novamente, mas quem disse que a Sarah presta atenção, né? E é claro que ela acaba voltando pro Bruno. E Igor fica revoltado com isso. Então, ele começa a namorar e parece estar realmente apaixonado o que, ao contrário do que Sarah pensava, acaba deixando-a morrendo de ciúmes do melhor amigo. E, cada vez que ela sente saudades do Igor, mais ela nota como o Bruno não é mesmo o cara feito para ela.

“- Esse seu amigo é bonitão. Por que você não casa com ele?
- Vovó! Pelo amor de Deus! – digo e sinto meu rosto queimar. – Ele é meu amigo!
- Mas querida, você pensa em se casar com um inimigo? (...) – Esses novos tempos são uma droga! – ela continua e me surpreendo com seu jeito de falar. – Antigamente, se o rapaz fosse um pão, a gente não deixava passar!” (pág. 63)

Ah, esse livro é tão fofinho! Ele é narrado pela Sarah, mas, como ela é bem-humorada e um pouco sarcástica, isso não se torna chato, pelo contrário, dei algumas risadas. Claro que quase bati nela com essa recaída com o Bruno, mas eu gostei dela. Foi bem construída, porque parece mesmo alguma amiga nossa, que faz burradas e acertos. Igor também é uma graça e é impossível não querer alguém como ele na minha vida depois de ler DSL. Além de ser um excelente melhor amigo, ele sempre ajudava a Sarah e, provavelmente, seria um namorado incrível. Já Bruno... Bem, ele é exatamente o canalha que eu sempre soube que era. Cara, como odiei esse personagem. E a Sarah, toda apaixonada, não notava isso e achava o comportamento ridículo dele normal e arranjava desculpas. Aliás, vocês já ouviram Good Girl, da Carrie Underwood? Sério, acho que foi escrita pra Sarah! Hahahaha

“Andamos pelas estantes da livraria e não consigo parar de pensar em como isso é ridículo. Ela o faz feliz. Eu quero vê-lo feliz. Então, por que não fico totalmente animada com esse namoro? Por que tenho vontade de entregar para ele um exemplar de algum livro do tipo Ela não serve para você! Ou Morra, bruxa idiota!(pág. 125)

Outra coisa que eu gostei também foi a família da Sarah. Eles são bem daqueles que se metem em tudo e sempre a deixam envergonhada, mas é bonitinho ver isso. Gostei bastante da escrita da Fernanda e espero em breve ler muitos títulos dela, porque ela tem talento para transformar uma história comum em algo bonito e divertido.

 

(Quatro estrelas)


Autor(a): Fernanda Saads
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012 (Brasil)
Páginas: 317 (Brasil)
Nome original: -
Coleção: -








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