Oi pessoal, tudo bem?

Conhecem o lançamento da Novo Conceito, Um conto do destino? É um livro lindo, sobre um amor inesperado, mas incrivelmente real e poderoso, situado numa época difícil.

Uma adaptação em breve estreará nos cinemas, de 21 de fevereiro! Aproveite e veja o trailer, porque parece ser um filme bem fofo e romântico. E se você não aguenta mais a espera até 14 de fevereiro, não se preocupe: aqui você pode já reservar seu livro ainda na pré-venda.


O melhor de tudo isso? Você pode ganhar um exemplar desse livro! Pra isso, é só seguir essas regras:

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Eu já tinha lido um livro da Jenny, O verão que mudou a minha vida (resenha), mas, como não tinha gostado muito, não guardei muitas expectativas para Shug.

E não é que o livro me surpreendeu pela sua fofura e simplicidade? Sim, o livro conta o dia-a-dia de uma menina normal, mas ao mesmo tempo, quando a conhecemos melhor, vemos que nada é tão simples ou normal assim. Além dela, os outros personagens que vão soltando suas camadas e, com isso, certas impressões que tínhamos viram apenas isso: impressões, sem significado.

“Some girls are pretty, and it’s like they were destined for it. They were meant to be pretty, and as for the rest of us, well, we get to exist on the outer edges of life. It’s like mouths. They’re the same as butterflies, aren’t they? They’re just gray. They can’t help being gray, they just are. But butterflies, they’re a million diferente colors, yellow and emerald and cerulean blue. They’re pretty. Who’d dare kill a butterfly? I don’t know of a single soul who’d lift a finger against a butterfly. But most anybody would swat at a moth like it was nothing, and all because it isn’t pretty. Doesn’t seem fair, not at all.” (pág. 12)

Shug é uma menina de doze anos, alta para a idade, com várias sardas, sem peito, bem longe do que ela gostaria de ser e do que crê que os meninos gostam. Ao contrário dela, temos sua irmã mais velha, Celia, que está prestes a ir para a faculdade, e sua mãe, que, segundo a própria Shug, possuem uma elegância e beleza natural que ela simplesmente não tem. Também há o pai de Shug, um executivo que quase nunca está em casa, por isso nem vê direito as filhas crescerem, deixando a tarefa com a mãe de Shug, que tem uma tendência a apelar para o álcool.

“There is just something disarming about good-looking people. They make you feel all fluttery and nervous, and you hardly know where to look.” (pág. 34)

E olha, é impossível não acabar gostando, mesmo que um tiquinho só, de Shug. Não sei vocês, mas eu também nunca fui uma pessoa extrovertida, ou bonita, ou simplesmente elegante. Era simplesmente normal, e eu queria mais do que aquilo, então eu entendi bem o que Shug passa no livro. Pra ajudar isso, ela começa a gostar do melhor amigo, Mark, que não retribui. Além disso, ela tem que aturar Jack, um menino irritante, mas que no fundo, é alguém simplesmente bagunçado, com uma família esquisita como a dela própria.

Jenny Han me surpreendeu muito com a escrita nesse ponto. Narrado pela protagonista, é mesmo como se houvesse uma garota de doze anos nos contando uma história, sem no entanto soar idiota ou infantil demais. E o mais legal é que Jenny não ficou apenas no básico, o que seria apenas o romancezinho do livro, e sim procurou se aprofundar no que era realmente problemático, como os vários problemas da casa de Shug que, por mais que fossem escondidos, ainda existiam.

“It’s a sad thing to feel sorry for an adult. There’s something wrong about it; you’re not supposed to feel sorry for the people who take care of you. They’re supposed to be older and wiser.” (pág. 114)

Shug é um livro simples. É fofo. Mas te toca de uma maneira diferente. De um jeito que faz você suspirar e pensar em como você era com 12 anos, mesmo que tenha sido pouco tempo atrás. Além disso, a família é um assunto muito falado no livro, então é impossível não parar um pouco e pensar nela também. É um livro bonitinho, com um toque a mais, o que torna ainda mais válido a sua leitura.


Autor(a): Jenny Han
Editora: Simon & Schuster
Ano: 2006 (original)
Páginas: 248 (original)
Nome original: -
Coleção: -

Depois de um ótimo começo (leia aqui a resenha de Olho por Olho, primeiro livro da série), eu tinha grandes expectativas... Afinal, com um cliffhanger daquele, como não querer ler urgentemente o próximo?

Tudo continua algum tempo do desastre do Baile de Homecoming que aconteceu no final do primeiro livro e agora, as meninas estão tentando fingir que nada aconteceu e mantendo-se bem discretas, para que ninguém desconfie que elas estão por trás do misterioso “acidente” de Reeve.

Enquanto que no primeiro livro, houve um pouco de enrolação para começarem de fato as vinganças, aqui, como o “trem” já está em movimento, é focado em outras coisas: a vingança ainda não finalizada sobre Reeve, as coisas estranhas que vem acontecendo com Mary e, claro, as pressões que todo estudante sofre no último ano para entrar numa boa faculdade.

“Eu nunca saíra com ninguém a não ser com Lillia e Kat desde que voltei para cá. E eu nunca fiquei bêbada antes, nunca tomei sequer um gole. Posso dizer que esta noite será muito maluca. Não maluca no sentido ruim, graças a Deus. Mas um maluco maravilhoso.” (pág. 118)

E eu gostei tanto!!! Quando vi que o livro era essa bíblia toda (umas 500 páginas), quase morri de felicidade, afinal, teria tempo de sobra para passar com essas personagens queridas. E apesar de eu saber que o livro provavelmente não faz o estilo de muita gente, eu gostei bastaaaante dessa continuação! E quero logo mais um!

Nesse livro, temos um foco maior nos relacionamentos entre as meninas e o resto dos amigos, o que causa várias confusões, aliás, normalmente eu consigo saber com quem certa pessoa vai ficar, mas nessa série, tá uma bagunça tão grande que nem sei... E nem as personagens! Mas isso é bom, eu gosto (sou a única?). Certos personagens ganham mais espaço, como Alex, o menino que é apaixonado pela Lillia e que já ficou a Kat, o já citado Reeve, alvo da vingança de Mary e que por causa do acidente pode nunca mais jogar futebol e Rennie, a ex-melhor amiga de Kat, que está dando um gelo na atual, Lillia, após o baile de Homecoming.

“Olho por olho, dente por dente.
Um coração partido por outro coração partido.” (pág. 325)

E eu adorei esse maior espaço dado, porque se na minha cabeça, eu já tinha formado de quem eu iria gostar, quem eu iria shippar, tudo mudou nesse livro. E não foi porque alguma das protagonistas teve uma mudança drástica na personalidade (#vampiroapaixonadofeelings), mas sim porque, ao conhecermos melhor o resto, a gente nota como na vida real, as coisas são diferentes do que na nossa cabeça.

Aliás, esse melhor conhecimento sobre os personagens muitas vezes me deixou mais confusa, afinal, eu não sabia se esse ou aquele estava fingindo ou se realmente tinha boas/más intenções. Só posso dizer isso: surtei muito mais nesse livro como fangirl do que no outro! Não sei, gente, mas tem vezes que até mesmo nossos personagens favoritos precisam de uma conversinha, né? Um chega pra lá...

SPOILER “Eu me apaixonei pela única pessoa por quem não deveria.
Pelo garoto que destroçou o coração de Mary. Pelo verdadeiro amor de Rennie. Pelo melhor amigo de Alex.
Isso tem que terminar aqui. Agora.” (pág. 403) SPOILER

No entanto, eu tenho uma crítica – e é importante. A revisão desse livro estava péssima. Erros básicos, tanto de digitação, quanto gramaticais, terríveis. Coisa de passar vergonha mesmo! Isso no começo eu relevei, porque achei que era uma, duas, três vezes só, mas acabou se repetindo o livro todo. Eu peço, encarecidamente, à NC que revise direitinho esse livro e mande para as prateleiras uma edição mais bem-feita, porque um livro bom assim merece o melhor.

E, após tantas continuações meia boca, é bom ver que uma ou outra ainda se salva! Espero que com isso vocês se animem a ler essa série, porque é ótima e linda.

P.S.: Comentário aleatório, porém: não gosto muito de nenhum livro das autoras (tirando Shug, da Jenny Han, que li recentemente), mas gente... Bem que dizem, “a união faz a força”.



Autor(a): Jenny Han e Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013 (original) - 2013 (Brasil)
Páginas: 528 (original) - 512 (Brasil)
Nome original: Fire with Fire
Coleção: Olho por Olho, #2
Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui!

♥ Leitura do Momento:
- Scarlett Suite, de Maureen Johnson.
- Quando eu era Joe, de Keren David.

♥ Li Essa Semana:   
- Deixe a Neve Cair, de John Green & Maureen Johnson & Lauren Myracle.

E aqueles livros que você não dá nada e acabam virando um dos que você mais gostou no ano? Tenho vários desses, e Olho por Olho me ganhou desse jeito, também. Vou confessar que eu já estava um pouco curiosa por causa da história, porque eu já tinha ouvido falar bem vagamente do livro lá no Goodreads, mas não era nada gritante. Além disso, ambas as autoras eu já tinha lido livros, mas nada que me fizesse amá-las e coloca-las nos meus “tops de todos os tempos”.

Então, como quem não quer nada, eu comecei a ler... Foi numa época ruim para as minhas leituras, eu estava empacada com as coisas da escola, com uma ressaca quase permanente literária e tal. Então, numa tarde eu devorei o livro, e só parei a leitura pra marcar os quotes e porque tinha aula de teclado. Vocês não têm noção há quanto tempo isso não acontecia comigo!!! /happy dance/

“Hoje falei para aquela garota no banheiro que Reeve ia ter o que merecia, que o carma não falha. Eu estava falando sério naquela hora, mas agora não tenho tanta certeza. Quando foi que Rennie pagou por tudo de ruim que fez comigo? Nunca. Estou cansada de esperar pelo carma. O carma que se dane.” (pág. 94)

Então, a história é basicamente: três meninas, cada uma com uma personalidade bem diferente, se reúnem para se vingar de pessoas que a fizeram sofrer, porque estão cansadas de ficarem paradas verem essas pessoas andarem por aí se sentindo as maiorais. Quem são elas? Mary, uma loira, com um trauma da infância, Kat, uma morena perigosa do grupo, que foi vítima de uma série de boatos mentirosos que a cercam até hoje, e Lillia, uma menina asiática popular, mas com alguns problemas com seus próprios “amigos” e que quer proteger sua irmã.

Assim sendo, o livro é dividido nas narrativas das três meninas e é impossível não se interessar com a vida delas na pacata Ilha Jar. Cada uma delas tem uma história bem diferente, objetivos diferentes, mas é legal conhecer cada uma delas mais de perto e ver que, como sempre, as aparências são só isso – uma máscara sobre o que você realmente é.

“Nunca uso óculos escuros. Não quero fazer tudo parecer mais escuro do que já é. Quero que fique tudo iluminado o máximo possível.” (pág. 105)

Não consegui eleger uma favorita, mas pode-se dizer que me surpreendi, porque Kat, que eu pensei que me irritaria com seu comportamento mais rebelde, foi uma das que mais gostei. As três são tão diferentes que é difícil mesmo você escolher apenas uma.

Além disso, uma das coisas que eu também gostei foi o cenário em que tudo se passava, que é a ilha Jar. É um lugar interessante, cheio de contrastes, pessoas fugidas e pessoas querendo fugir dali. Gostei bastante.

Porém, a única coisa que eu posso dizer de negativo é: a enrolação. Não é uma enrolação desagradável, porque eu adorei ler o livro, mas demora um tempinho para as coisas começarem a pegar fogo (referência ao título original, Burn for Burn). Isso me irritou? Bem, lá pelo final, quando eu comecei a achar que não daria tempo para fechar as pontas, sim. Mas num geral, é uma das melhores enrolações que eu já li (HA).

“- Ninguém pode jamais saber o que vamos fazer. O que fizemos juntos viverá e morrerá conosco. (...) E, se vamos mesmo fazer isso, ninguém pode desistir na metade do caminho. Se for pra entrar, é para ir até o fim. Até nós três conseguirmos o que queremos. Senão, bem.. você pode se considerar a caça. A estação de caça vai abrir, e nós teremos muita munição para usar contra você. Se você não puder jurar que irá até ao fim, então é melhor fingir que esta noite não ocorreu.” (pág. 122)

Aliás, esse livro me surpreendeu ao colocar um elemento sobrenatural que eu totalmente não esperava... Não vou entrar em detalhes, mas achei legal, apesar de, por causa justamente da enrolação, não ter sido muito desenvolvido.

Eu gostei bastante da história, dos personagens, do desenvolvimento, então recomendo muito pra vocês! É o primeiro livro de uma série (só fiquei sabendo isso depois que o livro acabou sem pé nem cabeça, haha!), cuja continuação, Dente por Dente, já saiu aqui no Brasil e em breve terá resenha. Se você gosta de surpresas, vingança de adolescentes com uma pitada meio macabra e sobrenatural, vai adorar Olho por Olho.

P.S.: Fazendo essa resenha, me deu uma vontade de reler esse livro! Hahaha!


Autor(a): Jenny Han e Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012 (original) - 2013 (Brasil)
Páginas: 358 (original) - 320 (Brasil)
Nome original: Burn for Burn
Coleção: Olho por Olho, #1