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Esse é um livro que eu queria ler faz muito tempo, desde que soube que tinha um por trás do filme (que, aliás, achei sem graça). Finalmente, esse ano eu o pus no Desafio realmente desafiante 2013 que estou participando - Ler um livro que tenha entre 300 e 350 páginas. E, então, o li.

Eu adoro o conto de fadas d'A bela e a fera - é uma das minhas histórias favoritas. Portanto, se eu não estava muito animada para uma adaptação de Branca de neve, isso aqui era o oposto. Tanto que não me aguentei e comprei em inglês mesmo, só que no final das contas eu sempre acabava adiando a leitura.

"'Then you'll have to hope to find someone better than yourself and that you are able to win her love with your goodness.
I laughed. 'Yeah, goodness. Girls think goodness is hot.
Kendra ignored me. 'She has to love you despite your looks. Different for you, isn't? And remember, you have to love her back - that will be the hardest part for you - and prove it all with a kiss.
A kiss, right. 'Look, this has been real fun. Now change me back or whatever you did. This isn't a fairy tale - it's New York City.'
She shook her head. 'You have two years.'
And then she was gone." (pág. 50)

E o livro é romântico. Sim, se eu o fosse definir com um palavra, seria essa. Sendo que é baseado num conto de fadas, nada mais natural, certo? Porém, Beastly se passa nos dias atuais. Na grande e sempre em movimento Nova York. Então, as coisas tinham que mudar, pelo menos um pouco. Nosso protagonista egoísto e orgulhoso é Kyle - que depois muda seu nome para Adrian, por causa do significado (Kyle significa "bonito", enquanto Adrian significa "das trevas") é, de fato, ele é um canalha. Porém, se pensarmos bem, ele nada mais é do que nossa sociedade num nível acima - e, se formos honestos, parte do mundo já é como ele era. Metido, poderoso e que se acha superior a todos os outros.

"But usually, I watched Lindy read. I couldn't believe she'd reah so much in summer! Sometimes she laughed, reading her book and once she even cried. I didn't know how anyone could make such a big deal about books." (pág. 79)

E foi por causa dessa personalidade terrível que Kyle acaba virando o alvo de um poderoso feitiço conjurado por Kendra, uma bruxa que se disfarça de aluna na escola onde Kyle estuda. Após ele pregar um peça nela, ela o transforma - literalmente - numa besta. Pêlos, garras e instinto animal. Nem falar ele consegue direito mais. E a única forma de ser transformado de volta ao lindo Kyle, é aprendendo a amar alguém e ser correspondido - em dois anos. Ele se consulta com os mais renomados médicos do mundo junto ao pai, mas nenhum deles consegue fazer algo sobre isso.

"I stepped outside. Will was surrounded by pots and plants and dirt and shovels. In fact, he was trapped against a wall by a huge baf of dirt.
'Will, you look like hell!' I yelled through the glass door.
'I can't say how you look,' he said. 'But if you look like you sound, you look like a jerk." (pág. 108)

No final das contas, Kyle pensa que terá que se conformar com ser uma besta pelo resto da vida. É então que entra Lindy, uma menina que estuda na mesma escola que Kyle costumava frequentar. Ela é ruiva, bonitinha e ama ler. Sendo assim, eu acabei simpatizando com ela, ainda mais por ela ter conseguido entrar numa escola tão elitizada e boa, mesmo tendo um pai drogado e alcóolatra - que acaba sendo o elo entre ela e Kyle. Após invadir a casa onde Kyle vive com seu tutor, Will, e sua empregada Magda (seu pai simplesmente sumiu, envergonhado do próprio filho ter se tornado uma besta), os dois fazem um acordo: Kyle não o matará se ele trazer sua filha para viver com ela. O cara, que é um verdadeiro covarde, não pensa duas vezes e assim Lindy é obrigada a viver lá.

E assim a relação dos dois é construída. Eles viram amigos próximos, e é bonitinho vê-los juntos, ainda mais porque também temos, vez ou outra, alguma discussão sobre algum livro que ambos leram e que querem conversar sobre. Eu amei isso, afinal, quem não adora um livro cujos personagens são amantes da literatura? No entanto, o que me irritou e me fez suspirar ao mesmo tempo foi o romantismo do Kyle! Por a narrativa ser feita por ele, conseguimos ver tudo o que pensa, o que algumas vezes chegava a ser cansativo, porque  o cara era completamente apaixonado (sem admitir) por Lindy. Era quase como ficar ouvindo uma música deprê da Adele repetidas vezes... E eu não curto romances muito melosos, por isso, essas partes forma bem chatas.

"'Why does the mirror take so long to show you to me, but other I see instantly?'
'Because sometimes I'm doing somthing you shouldn't see.'
'Like what? In the bathroom?'
She scowled. 'Witch things.'
'Right. Got it.' But under my breath, I sang, 'Kendra's on the potty,'
'I was not!'
'Then what do you do when I can't see you Turn people into frogs?'
'No. Mostly I travel.'
'American Airlines or astral projection?'
'Commercial airlines are tricky. I don't have a credit card. Apparently, paying in cash makes one a security risk.'
'You are, aren't you? I'd think you could just wiggle your nose and blow up a plane or something.' (pág. 145)

No entanto, a narrativa dele na média era legal, porque ele tinha umas respostas muito divertidas e seus pensamentos, quando não relacionados ao amor, eram interessantes de ler. Além disso, os coadjuvantes eram muito bons, principalmente o tutor cego dele, Will. Ele é engraçado, sarcástico e, apesar de ter todos os motivos para ficar se lamuriando por causa de seus problemas, ele procura fazer o que é possível com o que tem. O que não significa, felizmente, que é um daqueles caras que procuram tirar uma "lição de vida" de tudo o que acontece. A Magda também é uma personagem legal e acabei me afeiçoando a ela e seu inglês confuso.

Ao contrário do filme, achei a resolução da história daqui muito bem feita. Possui a essência do conto de fadas, com algumas modificações, claro. É um bom livro e uma ótima adaptação de A bela e a fera. Em minha opinião, é uma leitura bem legal de se fazer, principalmente se você for fã de contos de fadas, como eu.


  

(Quatro estrelas)



Autor(a): Alex Flinn
Editora: Harper Teen
Ano: 2007 (original)
Páginas: 304 (original)
Nome original: -
Coleção: Kendra Chronicles, #1

Como começar uma resenha de um livro tão diferente? ” Difícil, sem dúvidas. Delirium é mais um livro distópico, uma moda que vem se alastrando pelos young adults com uma velocidade impressionante. Mas será mesmo que ele é só mais um em meio a uma multidão? Não. Pra começar, qualquer livro distópico merece ser lido, porque possui elementos muito interessantes (vi outro dia esse post no Garota das Letras sobre por que você deve ler distópicos e achei bem legal    clique aqui para ver): criatividade, faz você pensar... São tantos. E exatamente por isso são tão bons. Então, já vale (e muito!) a pena ler.

Vamos por partes. Pra começar, eu tenho que dizer: me diz, que livro que você já leu em que o AMOR é uma doença? Eu não me lembro de nenhum! Achei essa proposta tão legal e nada a ver quando vi esse livro pela primeira vez que só por isso já queria ler. Afinal, é diferente você ver um sentimento que sempre é posto em primeiro lugar, que conduz vários livros, com outra visão, sendo tratado como a peste negra (OH, estou histórica hoje). Enfim. Já dou meus parabéns a Lauren só por causa disso.

O modo como a história é conduzida também é ótimo! Eu li o livro lentamente, mas posso te dizer: foi por falta de tempo! Ele tem um ritmo legal, não é corrido nem lento demais. Tem ação, tem romance, tem até mistério. Ele tem potencial. E esse potencial é alcançado durante o livro. Os personagens principais são cativantes, ou se esforçam para ter alguma base, alguma coisa para que você acabe se lembrando deles. Lena, a protagonista, é até que bem legal. Pra falar a verdade, eu me identifiquei com ela. Primeiro, pelos aspectos físicos: ambas somos baixinhas, ambas somos garotas comuns. Depois, pelo modo como ela pensava. Eu acabava torcendo por ela, torcendo para que ela se desse bem... O que é raro. Geralmente as protagonistas de YA são insuportáveis, ou beiram o normal. E a história criada em volta de Lena também é muito boa! Foi justamente uma das coisas mais legais do livro. O jeito como a sua família se comporta, como pensa, como Lena tenta se adequar a eles... É tudo tão bem conectado! E nem tenho que dizer que adorei a Gracie, a prima da Lena, né? 

Mas eu não falei da melhor parte desse livro. Dos distópicos num geral, para falar a verdade. A sociedade, cara! Afinal, não adianta nada ótimos personagens e um plano de fundo malconstruído, não é mesmo? E nisso, pode ter certeza, a Lauren não me desapontou. Claro que não ficou nada extremamente explicado, afinal é uma trilogia e tal, mas ela explicou o suficiente para me deixar bem curiosa com a continuação (bem curiosa uma ova, eu tô é desesperada!!!). Não vou falar muito dos aspectos da tal sociedade porque o divertido é você ir vendo e entendendo como ela funciona.

Ah, no começo do livro eu lembrei um pouco de Matched. Ambas as sociedades têm aspectos parecidos, mas em alguns pontos, eu gostei mais da criada pela Lauren. Ok, ok, fica muito difícil escolher, porque, como comentei no começo, toda sociedade distópica é legal (de se ler, não de se viver, fique claro isso!). Mas a Lena e a Cassia são bem diferentes. Os livros são bem diferentes, têm situações diferentes. Em Delirium, a autora se foca mais nos mistérios, no romance proibido (ao mesmo tempo eu achei que em Matched tem mais romance...), etc. São tão diferentes, mas ao mesmo tempo têm ligação, entende?

De qualquer forma, eu adorei esse livro. Mais ainda que Matched. Tá pertinho de alcançar Jogos Vorazes, na verdade! Eu sei que eu não comentei sobre alguns personagens bem importantes, mas como eu tento soltar ao mínimo spoilers, decidi que só vou comentar sobre a Lena e sua família. Que vocês descubram por si próprios os outros! KKK

Finalizando: se você ainda não leu esse livro e sabe ler em inglês, O QUE TÁ ESPERANDO? Vai lá, compra o seu exemplar e aproveita e compra um pra mim! Prometo, você não vai se arrepender. O inglês é fácil, flui bem e não precisa ser nenhum gênio dessa língua para entender (Exemplo: eu não sou). Se você não sabe ler em inglês, não tem certeza ou não quer se arriscar, fique calmo. A Intrínseca, que já lançou Antes que eu vá, da Lauren também, esse ano, já confirmou que vai lançar Delirium também. Então, quando lançar, você compra e lê (e compra um pra mim também né)! 

Só pra fechar legal: eu amei esse livro. E amar é proibido em Delirium, lembram?

P.S.: Só eu que amei a sacada da Lauren criando o Book of Shhh (Health and Happiness Handbook)? Sério, adoro esses detalhezinhos!

+ Favorito
(Cinco estrelas)


Autor(a): Lauren Oliver
Editora: Harper Teen (selo da Harper Collins)
Ano: 2011 (Estados Unidos)
Páginas: 441 (Estados Unidos    edição hardcoverl)
Nome original: - 
Coleção: Delirium







Book Blog Tour: Delirium

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Wings foi o meu primeiro livro de fadas mais adolescente (porque até então eu só tinha lido Sonho de Uma noite de Verão - Shakespeare - e O segredo das fadas - Emily Rodda -, sendo que o segundo era infanto-juvenil, mas eu amo do mesmo jeito e tenho a coleção completa!), isto é, porque o outro "próximo" que eu li que era mais ou menos próximas de fadas foi Instintos Cruéis e era sobre pixies (que na verdade não tem nada a ver com elas, mas enfim). E eu gostei muito da experiência, no meu conceito doido de seres sobrenaturais que valem a pena ler histórias com, o ranking está assim:

1. Fadas
2. Sereias
3. Deuses
4. Vampiros
5. Anjos
6. Lobisomens
7. Demônios
(espiões e ninjas não são sobrenaturais, por isso não estão aí - esses foram os que lembrei)

Então minha expectativa com Wings era alta, porque fadas são os melhores seres mitológicos para se contar, é tão grande e abrangente o assunto... até Shakespeare se encantou com elas! Mas enfim, após esses parágrafos de enrolação, vou começar a contar a história do livro: Laurel é uma menina que nunca estudou fora de casa, sua mãe lhe educou desde sempre, mas quando mudam de cidade, ela acaba tendo que ir para a escola... à primeira vista, ela é bem comum - na verdade eu a achei um pouquinho perfeita demais, mas enfim -, mas conforme você lê, vai vendo que ela tem hábitos bem estranhos: nunca sente frio, nem fome, só come vegetais e frutas, etc. Ela sempre soube que as pessoas achavam isso estranho, mas nunca ligou, até começar a estudar junto com todos aqueles adolescentes que julgam você pela roupa que você usa. 

No primeiro dia de aula, um menino, David, dá em cima dela fala com ela e faz amizade, sendo que os dois passam o almoço juntos, conversando e se conhecendo melhor. Mesmo assim, Laurel não consegue ficar num ambiente sufocado como a escola por tanto tempo e acaba detestando-a do mesmo jeito, reclamando para a mãe assim que volta. Mas, com o passar do tempo, ela fica amiga de vários outros, que acabam entendendo seu jeito, sendo que ficou próxima mais de David e Chelsea

Tudo ia bem, ela ia dando mole pro David, ele pra ela, blablablá, até que começam surgir pétalas nela! PÉTALAS! Sem saber o que fazer, conta tudo para David - que é meio que um cara fofo, geek e popular ao mesmo tempo -, que não acredita, até ver por si mesmo. Os dois não sabem ao certo o que fazer em relação a isso, até que Laurel volta para sua antiga casa, que seus pais querem vender, e quando está caminhando no bosque atrás da mesma, encontra um menino pra lá de esquisito, com cabelos de mexas verdes, descalço e com um jeito diferente, chamado Tamani (vou relevar o quanto achei esquisito esse nome, porque ele é todo "reino das fadas"), que lhe fala que é igual a ela, que as pétalas vão sumir. Mas Laurel, claro, não acredita e sai correndo.

Nesse meio-tempo, seus pais arranjam um comprador para a casa antiga, que Laurel detesta e acha que é "do mal". E quando as coisas que Tamani disse que ocorreriam acontecem de fato, ela não tem outra escolha a não ser voltar a vê-lo, mesmo que seu estômago deteste isso (argh). É quando as coisas começam a ficar fora do controle e Laurel se vê no meio de uma luta de fadas e trolls (trolls. juro, eu ficava pensando em coisas como "ela me trollou" sempre que via essa palavra). Além de, claro, um triângulo amoroso básico.

MEU DEUS, meu conceito sobre fadas ficou totalmente mudado depois de ler esse livro. Pra começar - eu não vou contar muitas coisas, porque o legal é você se surpreender com a imaginação da autora -, fadas são como plantas muito, muito mais desenvolvidas. E elas tem um controle muito maior sobre nós, reles humanos, do que se pensaria. E é muito legal essa visão! Tem um capítulo inteiro da Laurel e o Tamani conversando, e é um dos meus favoritos, porque não fica só na explicação, tem umas tiradas legais e tal. 

A Aprilynne fez um bom trabalho, eu tinha boas expectativas e elas foram superadas, sim. Só que eu me decepcionei com a protagonista como sempre. A Laurel, na minha opinião, é meio perfeita demais. E sei lá, as coisas parecem tão maravilhosas e lindas para ela. Eu não conseguia engoli-la direito até a metade do livro, quando comecei a achar que ela poderia ser mais legal. David é um personagem fofinho e na hora em que a Laurel e a Chelsea ficaram babando nele sem camisa, gente... só deu pra imaginar *O*. E ele é sempre a força por trás da Laurel, quando ela está pra baixo, recorre nele. Tamani é praticamente o oposto, ele é atrevido, provocador, faz com que as mais diferentes emoções passem por Laurel. E eu gostei dos dois, ainda não tenho um favorito, mas estou tendendo mais para o segundo (cabelos verdes! hahaha). 

E o final, eu não gostei muito. Nem foi muito do final "geral", sim da cena final. Vou contar mas leia por sua conta e risco (apesar que não é nada fundamental na história, é mais se você quiser só saber a última cena ao ler). Aliás, o inglês é fácil, só é um pouco mais complicado (bem pouco) alguns vocábulos, nada que um dicionário não resolva. Comentando sobre a narrativa, ela é em terceira pessoa e no passado, é bem ágil, apesar da Laurel ser meio lerda. Recomendado! Só por ser sobre fadas, vale a pena!
*SPOILER* Eu achei que a Laurel tem uma tendência de piriguete desde o meio do livro, quando o Tamani aparece, mas fiquei muito p. da vida no final, porque é assim: ela salva o mundo e tal e aproveita e dá uns pegas no David. Daí ela vai lá na floresta falar com o Tamani e DÁ UNS PEGAS NELE TAMBÉM. Tipo, foram uns três dias entre um e o outro, entende? Sério, isso me irritou e me lembrou a Zoey de HoN. Só espero que a Laurel seja mais que a vampira safada. *FIM*

Nota geral: 9,0 (ou 4 estrelas)


Autor(a): Aprilynne Pike
Editora: Harper Teen (selo da Harper Collins)
Ano: 2009 (Estados Unidos) / não lançado no Brasil
Págs: 294
Nome original: -
Coleção: Wings, #1






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