Pra quem não sabe, esse livro é a continuação de Minha vizinha Alice, um livro que
foi lançado pela Galera há um bom tempo, lá por 2008. Finalmente, eles
resolveram lançar o segundo volume e eu,
que adorei o primeiro, fui logo lê-lo, já que eu achava que seria uma
leitura gostosa e rápida (o livro é super
fino!)
E o livro é mesmo uma graça, apesar de meio mirabolante. Meg, a nossa protagonista e narradora,
finalmente vai visitar sua melhor amiga, Alice,
que agora mora em Dublin, pois depois do divórcio dos pais, teve que se mudar
pra lá com a mãe e o irmão mais novo, Jamie.
No último livro, elas inventaram
um plano super maluco que envolvia a Alice
se escondendo de tudo e todos embaixo da cama de Meg durante uns quatro dias. O plano não deu muito certo, mas com
isso, ela conseguiu voltar a Limerick,
onde costumava morar, mais vezes. Nesse livro, eu já esperava algum
comportamento bem louco da menina, porque a Alice é bem impulsiva, muito mesmo.
E não é que ela arranja um plano
para cumprir enquanto a Meg está
passando a semana em Dublin? E, claro, a coitada da protagonista acaba
aceitando fazer parte, afinal, era sua melhor amiga. Dessa vez, Alice está desconfiada de que sua mãe tenha voltado a
namorar e acha isso horrível, planejando destruir o possível relacionamento.
E, honestamente? MEU DEUS. Não é como se Alice
acreditasse que a mãe dela vá voltar para seu pai, ela simplesmente não parece querer ver a mãe feliz com alguém novo.
E ela já tem doze anos, pessoal. Sim,
foi um choque o divórcio, mas namoro é a coisa mais natural depois disso, ainda
mais porque sua mãe é jovem e bonita.
E isso foi o que mais me irritou no livro inteiro: a Alice. Seus planos me lembravam os do Cebolinha,
sabe? Só que isso não foi o ruim, porque eu achava os achava engraçados, por
mais loucos que fossem. O chato foi que
a menina não parecia ter a idade que tinha – era egoísta, mimada e passava
qualquer limite para conseguir o que queria. Fiquei morrendo de dó da Meg, que acabava ficando na mão da Alice e seus planos loucos, além de seu
irmão, Jamie, que acabava caindo nas
armadilhas da irmã.
Porém, as confusões que elas se metiam por causa dos planos eram bem
divertidas e engraçadas e tínhamos alguns momentos fofos também. A
conclusão foi bem diferente do que eu esperava – bem “final feliz” mesmo, o que
eu achei legal, porque o livro segue mesmo esse estilo “impossível”, então, por
que não optar por um final assim também?
Além disso, fechou a maioria dos arcos
da história, então creio que é mesmo o último
da “série”. UMA PEQUENA EDIÇÃO: NÃO é o final da série. Até agora foram lançados sete livros lá fora e um livro de receitas, segundo o Goodreads. POIS É, isso eu não esperava. Além disso, descobri que o nome da série é "Alice & Megan".
O livro é bonitinho, mas não curti tanto quanto o primeiro que,
esse sim, me cativou. Eu até perdi a conta de vezes que o reli, para vocês
terem noção! Em Alice de novo, a única coisa que perdi de fato foi a minha paciência
com a Alice, como já deixei bem claro aí em cima. Mesmo assim, é uma ótima leitura para passar o tempo,
descansar a cabeça entre coisas mais pesadas e dar algumas risadas.
É só não ficar esperando algo super profundo e reflexivo, ainda mais por se tratar de um livro voltado para um grupo
mais infanto-juvenil – de uns 12
anos mesmo, a idade das protagonistas. Leia,
divirta-se e tente não perder a cabeça com a Alice... Haha.
3 estrelas - 7,5
Autor(a): Judi Curtin
Editora: Galera Record
Ano: 2012 (Brasil) - 2006 (original)
Páginas: 208 (Brasil) - 240 (original)
Nome original: Alice Again
Coleção: Alice & Megan, #2

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