Quando eu recebi esse livro, eu fiquei em dúvida se eu gostaria da história ou não. Afinal, era uma premissa super interessante, mas até aí, conheço vários livros que ficam só na promessa. A história tem como protagonista a própria Belle, uma personagem forte, feminina e muita à frente de seu tempo. Eu gostei de que, apesar de viver numa sociedade extremamente machista – afinal, o livro se passa no começo do século 20 –, Belle não é uma costumeira garota.

E o mais interessante mesmo é ver como, em alguns centenas de páginas, ela vai evoluindo, sofrendo e mudando a personalidade. Apesar do livro tomar certos rumos que eu não esperava, eu gostei bastante da narração – era gostosa, e eu lia o livro sem pressa.

Mas o que eu vi várias pessoas comentando foi a presença de sexo no livro e eu, que não sou muito acostumada, poderia ficar desconfortável, mas na realidade, dado o contexto, achei muito bem colocado e descrito. Afinal, toda a história tem esse pé nesse tema e seria impossível – e irreal – evitar tal assunto.

Em livros grandes, é normal ter várias reviravoltas e, nesse quesito, Belle não desaponta. Lesley caprichou na escrita e eu, que criei afeto por vários personagens inusitados, fiquei surpresa, nervosa e com o coração dolorido várias vezes. Os personagens são ótimos, aliás, nesse livro, porque nenhum deles é completamente mal ou o são sem motivo, por assim dizer. Todos já sofreram grandes baques da vida, sejam perdas de pessoas importantes, falta de amor, há de tudo, mas na maioria das vezes, eles também são as pessoas que menos julgamento fazem de outras.

Belle é um bom livro, um pouco longo demais, talvez, mas que ao mesmo tempo, entrega tantos acontecimentos que você simplesmente torce para que a protagonista se dê bem, porque, afinal, não é possível alguém sofrer tanto sem encontrar um final feliz depois! Haha!

P.S.: Minha resenha ficou esquisita, eu sei, mas é que é um mix de sentimentos difícil de pôr no papel – ou, no caso, no Word.


Autor(a): Lesley Pearse
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011 (original) - 2012 (Brasil)
Páginas: 624 (original) - 560 (Brasil)
Nome original: Belle
Coleção: -

Quando eu li a sinopse desse livro, eu me apaixonei. Não sei vocês, mas eu tenho um fraco por livros com princesas, principalmente aqueles em que a protagonista não é uma princesa comum. Ao saber que era nacional e, portanto, teria um toque tupiniquim no livro, minhas expectativas subiram mais um pouco.

Ana (é, a do título) é uma universitária normal, com uma família presente e carinhosa, exceto seu pai, que deixou sua mãe há muito tempo e nunca mais deu as caras. Então, graças às redes sociais, eles acabam se reencontrando e é então que ele lhe joga a grande bomba: ela é uma princesa! De um país inteiro! Após a grande revelação, ela é convidada a passar um tempo lá na Krósvia, afinal, é a legítima herdeira do trono, e, aconselhada por todos a ir, Ana pega um avião e se muda para um lugar totalmente fora de sua área de conforto, trancando o semestre na faculdade e deixando os amigos (e um possível namorado) para trás.

As “aventuras” que a Ana apronta pela Krósvia são ótimas, bem engraçadas, tudo isso ajudado pelo fato de que Ana é uma protagonista divertida, desastrada, gente como a gente, que fica envergonhada e fala coisas erradas na hora errada. Eu sempre dava um sorrisinho com algum comentário bem-humorado dela, ou às vezes uma opinião sarcástica, que nem sempre ela conseguia guardar só para si. Além dela, temos o cara do livro, Alex, um daqueles bad boys nível hardcore. Sim, é impossível não suspirar com as cenas dos dois juntos, mesmo que seja algo totalmente esperado e até clichê, a escrita da Marina, mesmo sendo seu livro de estreia, é boa, deixando tudo bem informal e, portanto, mais próximo do nosso dia-a-dia. Às vezes achei que algumas passagens saíram meio forçadas, mas nada que comprometesse a diversão do livro.

Além de Ana e Alex, temos outra personagem que eu gostei muito: Estela, a melhor amiga de Ana. Se Ana já é meio amalucada sozinha, Estela é uma versão um pouquinho pior dela, mas mesmo assim, é uma excelente amiga. Eu adorei as respostas dela para Ana, dando umas chacoalhadas quando a menina estava sem direção.

A história lembra em alguns momentos O diário da Princesa (os filmes, principalmente o segundo), mas não é como se fosse uma cópia ou algo modificado levemente. É uma leitura gostosa, descompromissada e ótima para te fazer sonhar mais um pouquinho com contos de fadas e claro, o “felizes para sempre”.

  
(Quatro estrelas)

Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013 (original)
Páginas: 304 (original)
Nome original: -
Coleção: -

Ai, há quanto tempo eu queria ler esse livro!!! Sabe aqueles seus eternos desejos? Pois é. Eu tinha certas expectativas, e tinha medo de ler e me decepcionar. No entanto, as férias são um ótimo momento pra você tomar coragem e ler o que anda querendo e foi aí que eu peguei Sábado sem Noção.

A história é basicamente sobre duas melhores amigas, Bethany e Carlota, sendo que são praticamente o oposto de uma da outra. Num sábado desses, Carlota, seguindo as dicas da sua revista teen favorita, Teen Spice!, resolve fazer uma viagem maluca com a amiga, para ajudar a esfriar a cabeça das confusões que as duas se meteram, das quais nós apenas desconfiamos.

Elas acabam indo para Londres, onde encontram um ex-peguete de Carlota que, na verdade, é um garoto que ela realmente gosta mas é um canalha e seu primo, com quem Beth, mesmo namorando Declan, um menino que anda ignorando-a, dá umas beijos. Sim, pode parecer confuso e, em grande parte do livro, você não sabe ao certo o que irá acontecer, o que as duas aprontaram e como resolverão toda essa bagunça.

Beth, por exemplo, acha que está grávida de Declan, e passa o livro inteiro comentando isso, reclamando disso, sem parar. O curioso – e meio irritante – é que quando finalmente há a resolução, a menina, que estava tão preocupada há poucos capítulos, fica de boa muito rapidamente.

Já Carlota, que é mais saidinha, andou aprontando algumas, mas não quer que sua melhor amiga descubra o que anda acontecendo. Além disso, sua mãe e seu padrasto são um saco, típicos pais ausentes e sem noção da vida, além disso, não parecem se preocupar de fato com a própria filha/enteada.

Então, mesmo com todos esses problemas, elas resolvem passear para esfriar a cabeça... Só que acabam se metendo em mais mil confusões, hilárias! Sério, as duas juntas sempre aprontavam alguma coisa, principalmente Carlota, que parece ter um parafuso a menos na cabeça, que a impede de pensar duas vezes antes de fazer algo.

Tudo isso faz com que o livro tenha uma leitura rápida e divertida, mas sem grande “profundidade”, parecendo que a autora estava com receio de adentrar em algum assunto mais profundo, como a possível gravidez de Beth. Isso é bom, mas ao mesmo tempo, acho que o livro seria ainda melhor se afundasse um pouco, por assim dizer.

Mesmo assim, como o próprio título diz, vale a pena tirar um sábado à tarde para se divertir passeando com duas meninas meio loucas e tipicamente adolescentes por lugares legais e cheios de possibilidades.

  
(Quatro estrelas)


Autor(a): Luisa Plaja
Editora: iD
Ano: 2009 (original) - 2010 (Brasil)
Páginas: 327 (original) - 461 (Brasil)
Nome original: Extreme Kissing
Coleção: -
O meu primeiro livro da Cecelia. Surpreendentemente, não escolhi P.S. Eu te amo, porque, apesar de eu achar o filme bonitinho, eu tenho um receio de achar o livro meloso demais, como já me aconteceu várias vezes (no entanto, quem sabe em 2014? Haha!).

E eu tinha gostado bastante da sinopse, que contava sobre a vida de uma ex-menina rica, morando agora numa fazenda no meio do nada, sem coisa alguma para fazer, quando descobre um diário, no qual ela mesma sempre escreve o que acontece no dia seguinte – uma mágica inexplicável.

Tamara, esse é o nome da garota. Ela é o típico exemplo de garota mimada demais pelos pais, rica, que consegue tudo o quer na hora que quer. Só que tudo isso acaba quando seu pai se suicida por causa da situação financeira péssima em que sua família está – só que ninguém sabia disso, tirando ele próprio, então, após sua morte, Tamara e sua mãe, que estava numa espécie de choque pós-perda, têm que se mudar para longe da enorme mansão onde ela morava, indo morar junto com os tios.

E é aí que nós vemos a mudança que ocorre, aos poucos, não só na vida de Tamara, mas também em si mesma e nas pessoas que a cercam. Há uma aura muito forte de mistério ao redor de toda a propriedade dos seus tios e Tamara, entediada, sempre quer desvendar, o que ocasiona alguns problemas e muitas, muitas perguntas.

E toda essa mistura de YA com um suspense com algo mais sobrenatural deu, surpreendentemente, certo. Mesmo que eu me irritasse com a narração feita por Tamara às vezes, é impossível não sentir uma empatia por a menina que perdeu tudo do dia para a noite. Além disso, junto com ela, nós queremos saber o que irá acontecer, quais segredos seus parentes estão escondendo.

Algumas coisas não foram tão bem resolvidas ao final do livro, como o próprio “livro do amanhã”, mas os mistérios mais importantes foram muito bem fechadas, me surpreendendo, já que, na maioria das vezes, a história era tão estranha que eu simplesmente não conseguia dar um palpite (o que é um ponto positivo e negativo).

Mas uma coisa que eu tenho que comentar sobre a escrita é que ela me surpreendeu. Mesmo sendo narrado pela protagonista, que é uma menina mimada, dá pra ver que a menina é inteligente e, depois de tantos acontecimentos, ganhou uma sabedoria inesperada sobre as coisas da vida.

O livro do Amanhã possui uma aura meio mística que o próprio nome  já transmite e, mesmo que pareça simplesmente estranho algumas vezes, é uma bonita história sobre uma garota que poderia ser qualquer uma.

  
(Quatro estrelas)

Autor(a): Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Ano: 2009 (original) - 2013 (Brasil)
Páginas: 320 (original) - 368 (Brasil)
Nome original: The Book of Tomorrow
Coleção: -
2014
Original
Eu estive pensando no que eu queria para 2014. Mas pensar de verdade, do estilo que faz você filosofar e daí entrar em pânico porque sua vida está, repentinamente, seguindo muito rápido e você tem medo de não correr veloz o bastante para alcançar o trem antes dele partir.

Pois é. Mas então, eu me acalmei, ouvi uma música do Ed Sheeran e resolvi escrever esse texto, pra animar vocês sobre como esses 365 dias podem ser bons, ainda melhores que os anteriores.

Mas quer saber? A minha meta desse ano é simplesmente desapegar do que não me faz bem, do que não acrescenta nada de bom na minha vida. E simplesmente tentar ser feliz. Porque tantas vezes eu tento me comprometer com mais coisas do que consigo e acaba sendo um desastre total! E eu simplesmente não aguento mais isso, assim como as pessoas que contam comigo provavelmente não gostam também.

hope | via Tumblr
Original
Então, como minha mãe já me disse várias vezes, às vezes você tem que escolher o que gosta de verdade. E é isso a minha meta: eu vou me comprometer com as coisas que realmente são importantes para mim e vou encará-las por completo.

E é isso que eu falo pra vocês. Desapeguem, sigam em frente, sorriam, aproveitem esse ano como se não existisse um 2015. E que todos vocês tenham um excelente 2014, assim como suas famílias e seus amigos.

P.S.: Como *alguns* de vocês talvez saibam, esse é o meu último ano do colegial. Então, infelizmente, meu tempo livre vai cair pela metade, afinal, vestibular/escola/pressão/ataques de pânico ocupam um bom tempo dele. Mas não se preocupem, farei o meu melhor.